Lagos, o mar e o interesse da Marina para o turismo náutico

Martinho Fortunato, presidente do conselho de administração da Marlagos, foi o convidado do Encontro de 5ª Feira que, cumprindo as actuais regras sanitárias, decorreu na Biblioteca Municipal Dr. Júlio Dantas, prosseguindo o ciclo “Lagos e o Mar” e as actividades presenciais do Grupo dos Amigos de Lagos.

Começou por reconhecer que “em Portugal se perdeu muito da cultura ligada ao mar. Mantemos o respeito pela História, mas tem havido um afastamento pelo trabalho no mar”. No caso de Lagos, depois da extinção da pesca e da indústria conserveira [tema do próximo Encontro], veio a Marina ligar novamente a cidade ao mar e criar grande impacto empresarial à sua volta. Lembrou que “as pessoas que aprovaram o projecto da Marina de Lagos foram grandes visionários” e, hoje, há muitas cidades com “inveja pelo que aqui foi feito”.

A Marina de Lagos, com 462 lugares, espaços comerciais envolventes e a uma unidade hoteleira com 140 suites, “goza de grande sucesso, por estar na cidade em que está, pela posição que ocupa dentro da cidade, por ser a primeira marina à entrada do Mediterrâneo e por estar no Atlântico mas não muito exposta”. A sua maior taxa de ocupação é “nos meses de Outubro e Novembro, quando os barcos vêm do norte da Europa” e fazem a sua passagem para as Caraíbas.

Martinho Fortunato referiu, ainda, que uma Marina “é um equipamento de efeito muito transversal”, porque potencia muitos negócios e, “todos os anos surgem novas actividade”. Fazendo um paralelismo com o golfe, que “tem uma ligação a um nicho de mercado e um desporto”, concluiu que “as marinas estão para o turismo náutico, como os hotéis estão para o turismo em geral”.

O próximo encontro deste ciclo está marcado para o dia 1 de Julho, pelas 17 horas.

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