BE: O silêncio e a saúde

O Bloco de Esquerda/Portimão, enquanto membro ativo na sociedade e na cidade de Portimão, preocupado com as notícias que dão conta da região Algarvia como a que mais impacto sofreu com a pandemia Sars-Cov19 e com a crise que a mesma despoletou na vida de todos os Algarvios. O Bloco de Esquerda, preocupado com a taxa de transmissibilidade no que concerne à Sars-Cov19 na região, a mais elevada no país, e com o facto de a vacinação da população estar a decorrer em passo muito reduzido, o Algarve é a região com a taxa de vacinação mais reduzida a nível nacional, num país com uma taxa de vacinação muito atrás da média europeia. O Bloco de Esquerda/Portimão, confrontado com algumas informações contraditórias, em que por um lado nos era informado da necessidade de contratação de técnicos capazes de levar a cabo a vacinação programada e dar vazão às vacinas que estavam disponíveis. Contratação com moldes precários, na forma de contratos a termo com dois meses de duração. Por outro lado, com informações que nos davam conta da ausência de vacinas para a Covid19, em que as pessoas cuja toma tinha sido agendada, foram desmarcadas e ficaram a aguardar o reforço do stock por parte da Centro de Saúde para poderem cumprir o planeamento estipulado.

O Bloco de Esquerda/Portimão, enquanto Presidente da Comissão de acompanhamento da Saúde em Portimão, em sede da mesma, procurou agendar reuniões com todos os membros que compõem a referida comissão e convidou os representantes do CHUA, Aces barlavento, Delegado de Saúde e Proteção Civil para auscultar os mesmos sobre as preocupações que as informações contraditórias têm levantado, preocupações com a taxa de vacinação reduzida, questionar os mesmos em que moldes se estão a contratar os técnicos necessários para dar seguimento ao plano de vacinação, e, questionar ainda sobre que medidas estão em cima da mesa para que as metas de vacinar a população até ao final de agosto sejam cumpridas. Infelizmente, e após meses de insistência por parte do Bloco e por parte da comissão de acompanhamento da saúde de Portimão, todas as instituições têm votado a comissão e o Bloco ao silêncio, não se manifestaram disponíveis para reunir de todo ou sequer responder às questões levantadas. Ao que parece, o PS não está preocupado com o estado da saúde em Portimão e no Algarve, uma vez que também ele se tem mostrado catatónico e mudo no que ao tema diz respeito.

O Algarve, como região demasiado dependente do turismo, e extremamente sensível às variações que o turismo sofre por parte de pressões externas, não pode viver outro verão como aquele que se verificou no ano passado, a crise financeira resultante da pandemia, afetou de forma muito mais pungente a região Algarvia, com consequências nefastas para todo o tecido da malha produtiva e sobretudo do setor turístico. 

 O Algarve e os Algarvios merecem o respeito do poder político e estranha-se que os representantes no Algarve dos partidos de poder, continuem vergonhosamente em silêncio e assistindo cobardemente à deterioração dos cuidados de saúde no Algarve. O Algarve merece melhor, na Saúde e na Política!

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