Pandemia acelera decisões nos negócios imobiliários do Algarve

  • Um ano após o surgimento da pandemia, assiste-se a uma retoma do sector imobiliário no Algarve. Os investidores imobiliários internacionais, em particular, estão a acelerar o processo de aquisição de propriedades, recorrendo às novas tecnologias. De acordo com a Engel & Völkers, imobiliária alemã especializada na mediação de propriedades de luxo, os clientes estrangeiros que investem na região do Algarve têm fechado negócios em metade do tempo em relação ao período pré-pandemia, concretizando a operação com recurso apenas a visitas virtuais.

“Este perfil de investidores está familiarizado com as tecnologias de visita virtual e não vê obstáculos em avançar para a compra, mesmo sem visitar a propriedade. Para chegar até aqui houve todo um processo de investimento em tecnologia e em formação dos nossos consultores, para transmitir a habitual confiança aos clientes, mas de forma remota”, indica Vasco Fernandes, Managing Partner da Quinta do Lago, onde a E&V tem já 15 milhões de euros em transações desde o início do ano em pipeline neste 1ºsemestre.

Uma outra tendência está relacionada com o teletrabalho. A relação dos proprietários com a sua casa mudou, e a habitação passou a ser o centro da vida diária. Nesse sentido, assiste-se a uma transformação nos objetivos dos investimentos imobiliários no Algarve: passam a estar menos focados na rentabilização – através do aluguer turístico, por ex. – para passar a existir uma maior procura de habitações que garantam privacidade, segurança e qualidade de vida.

“Gerir negócios à distância, trabalhar de forma remota, é uma tendência que pode vir a consolidar-se no pós-pandemia e que já está a produzir efeitos no sector imobiliário. A procura por arrendamento a longo prazo por parte de clientes internacionais disparou e neste momento a procura é muito superior à oferta. Verificamos nos nossos clientes um desejo por qualidade de vida, revelando uma preferência por moradias com jardim privado e casas de campo em boas localizações, estimulando desta forma o segmento de luxo”, afirma Sandra Matos, Office Manager da E&V de Lagos. A zona oeste (Lagos, Aljezur, Vila do Bispo) do Algarve está a recolher a preferência de muitos investidores internacionais. “Espaço, privacidade, áreas de baixa densidade populacional, pequenos mercados ao ar livre ou natureza são palavras que ouvimos todos os dias por parte dos nossos clientes internacionais”, acrescenta Sandra Matos.

Algarve: Do superluxo à tradicional vida algarvia

As propriedades da Quinta do Lago – região do Algarve conhecida por um lifestyle de luxo e ambiente extremamente exclusivo – são caracterizadas pela localização perto do mar e vista desafogada para o campo. As moradias têm terrenos acima dos 3000m2 e contam com piscinas aquecidas, espaços exteriores, garagens para mais de dois carros e quatro a cinco quartos por habitação. Britânicos, alemães, franceses, portugueses e nos últimos tempos também investidores americanos, procuram investir nesta região à procura de privacidade, segurança e acabamentos de qualidade, onde continua a existir uma procura por imóveis com rentabilidade garantida, casas de férias ou mesmo projetos de investimento.

Na zona de Lagos os investidores chegam maioritariamente da Alemanha, Suíça, Bélgica e da região da Escandinávia. Os clientes estrangeiros têm apetência por propriedades localizadas no campo ou em pequenas cidades, com moradias envoltas à natureza que proporcionem espaço, privacidade e acesso à simplicidade de vida nesta zona do Algarve, algo fomentado ainda mais após Lagos ter aderido à rede internacional Slow City, que caracteriza cidades pela preservação de tradições locais e promoção da qualidade de vida no que respeita à sustentabilidade das pessoas e natureza.

PUBLICIDADE