Comunistas recordam Zeca Afonso com a sua canção ‘Os Índios da Meia-Praia’, nos 100 anos do partido, para assinalar que a história do concelho de Lagos “não seria a mesma sem a intervenção do PCP”

“A  solução  dos  problemas   nacionais   não  surgirá   do   exterior,  nem  será   oferecida   e   conduzida    por   terceiros,  acenando   com   a    cenoura   dos   milhões”,   avisou   o  Partido Comunista Português,  num documento  apresentado em Lagos,  por  Celso  Costa, membro   do   Comité  Central.  Para  os  comunistas,  “os  graves  problemas  de   anos  e   anos   de  política   de   direita   de   sucessivos  governos  do  PS,   PSD  e  CDS   são   testemunho   do   fracasso    e   da   impossibilidade   de,   com   tal    política,    dar   solução   aos   problemas”   do  país.  

A comemoração do centésimo aniversário do Partido Comunista Português (PCP), no passado sábado, dia 6 de Março, numa tarde de sol, em Lagos, após a ameaça de chuva, serviu para Celso Costa, membro do Comité Central, recordar o músico Zeca Afonso, com a sua célebre canção ‘Os Índios da Meia-Praia’, e “todos aqueles que, com a Revolução de Abril e o papel da CDU no poder local democrático, passaram a ter acesso a uma habitação digna, ao saneamento básico, a ir à escola e ao médico, direitos que deixaram de ser um privilégio”.

Mais   de   meia   centena   de   pessoas  na  Praça  Gil  Eannes,  em Lagos,   a   assistir  à  sessão   comemorativa   do  centenário  do  PCP  e   100  bandeiras  do  partido  espalhadas   pela   Avenida  dos  Descobrimentos

Nesta ação conjunta com Aljezur e Vila do Bispo, a Comissão Concelhia de Lagos do PCP colocou 40 cadeiras, respeitando o distanciamento  imposto pelas regras sanitárias devido à Covid-19, na Praça Gil Eannes, no centro da cidade, entre a estátua de Dom Sebastião e o antigo edifício dos Paços do Concelho. No entanto, nem todas as cadeiras foram ocupadas. Apesar disso, como constatou o Litoralgarve, mais de 50 pessoas,  umas sentadas e  outras de pé, com máscaras e em vários espaços, estiveram presentes nesta sessão dos comunistas. Pelo meio, viam-se bandeiras de Portugal e do PCP, nomeadamente nas mãos de alguns daqueles que se deslocaram à baixa de Lagos. E ao longo da Avenida dos Descobrimentos foi uma instalada uma centena de bandeiras, integrando a ação nacional do partido  «100 anos 100 bandeiras».

Ação   conjunta  com  Aljezur  e  Vila  do  Bispo e  a  homenagem  às  gerações   de  corticeiros,   conserveiras,  pescadores,  pequenos  agricultores,  camponenses   e  trabalhadores   da  hotelaria  

Camaradas, estamos aqui em Lagos a assinalar os 100 anos do PCP, numa ação conjunta com Aljezur e Vila do Bispo e assim também prestamos homenagem às várias gerações de comunistas que nestas terras honraram as melhores tradições de luta do nosso Partido. A história destes concelhos não seria a mesma sem a intervenção do PCP”,  destacou, a certa altura da sua intervenção, Celso Costa, do Comité Central.

“Também aqui, foi o PCP a grande força de oposição ao regime fascista e da luta pela liberdade. Foi com o PCP que os trabalhadores e estas populações resistiram e combateram o fascismo. Que abraçaram as grandes conquistas de Abril. Que fizeram frente à política de direita que se instalou nas últimas décadas” prosseguiu. “Que o digam as várias gerações de operários, dos corticeiros às conserveiras. Que o digam os pescadores, os pequenos agricultores e camponeses destas terras. Que o digam as sucessivas gerações de trabalhadores da hotelaria cuja exploração permanece e se aprofunda.

Que o digam todos aqueles que, com a Revolução de Abril e o papel da CDU no poder local democrático, passaram a ter acesso a uma habitação digna, ao saneamento básico, a ir à escola e ao médico, direitos que deixaram de ser um privilégio, como bem nos lembrou José Afonso quando cantou e deu a conhecer ao mundo os índios da Meia Praia. Combates que trazemos até aos dias de hoje, numa região que apesar das suas enormes potencialidades, a começar pelas suas gentes, continua com o seu futuro comprometido e adiado.”

“Quem escrever com objetividade a história do nosso País nos últimos 100 anos encontrará sempre os comunistas portugueses não como  espectadores da realidade, mas como agentes activos das transformações nas primeiras linhas de combate”

E continuou a leitura do documento do PCP, agora já de âmbito nacional, sobre o passado do partido: “Quem escrever com objetividade a história do nosso País nos últimos 100 anos encontrará sempre os comunistas portugueses não como  espectadores da realidade, mas como agentes activos das transformações nas primeiras linhas de combate, tomando parte do lado certo dessa história em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País; pela liberdade, a democracia, o progresso social, a paz e a independência nacional; pelo socialismo; pela solidariedade internacionalista entre os trabalhadores e os povos de todos os países. Partido que fez frente à ditadura fascista – o único que não capitulou, não cedeu, nem renunciou à luta. Que esteve na primeira linha de combate na implantação da democracia em Portugal, dando um contributo decisivo e inigualável para o grande movimento revolucionário que confluiu no 25 de Abril e no desenvolvimento da poderosa intervenção da classe operária e das massas populares, transformando a acção militar em Revolução e na  concretização das suas extraordinárias conquistas”.

“Em Portugal não há avanço, conquista, progresso que não tenha contado com as ideias, o esforço, a luta dos comunistas, o Partido Comunista Português”

Depois, ao debruçar-se sobre os novos tempos, o documento do PCP lembrou ter sido este o “Partido que esteve na frente da luta, como nenhum outro contra a política de direita e contra o poder reconstituído dos monopólios e organizou a defesa contra a ofensiva de destruição do conjunto das conquistas conduzida pelo PS, PSD e CDS ao serviço do grande capital”.

“Em Portugal não há avanço, conquista, progresso que não tenha contado com as ideias, o esforço, a luta dos comunistas, o Partido Comunista Português”, salientou aquele membro do Comité Central, acrescentando que o PCP  “esteve em todos os grandes combates políticos, sociais e civilizacionais nestes anos finais do século XX e princípios deste século XXI, muitos dos quais continuam presentes e em aberto”.

“Que esteve presente nos grandes combates em defesa da soberania e independência nacionais. Nas muitas batalhas travadas em defesa da valorização do trabalho e dos trabalhadores. Na defesa da igualdade entre homens e mulheres, no trabalho e na vida  e na batalha contra a criminalização da mulher na IVG  [Interrupção Voluntária da Gravidez]. Na grande batalha política que permanece pelo direito de Portugal a produzir e em defesa da produção nacional e do emprego.

Na luta pelo desenvolvimento regional e local e por um País territorialmente equilibrado. Nos muitos e múltiplos combates que por todo o País travámos pela concretização do direito das populações à saúde, à educação, à habitação, à cultura e à mobilidade e pelo direito a viver num ambiente saudável” , assinalou o documento lido por Celso Costa e poucos dias depois enviado aos   órgãos de comunicação social pela Concelhia de Lagos do PCP.    

Em seguida, sublinhou tratar-se do partido que “nestes difíceis anos do século XXI de fortes constrangimentos  e condicionamentos de crescente usurpação de instrumentos de soberania e pela aplicação forçada do Euro para servir outras economias que não a portuguesa, se colocou sempre do lado certo da defesa dos interesses dos trabalhadores do povo e do desenvolvimento do País”. E deu outros exemplos: “Assim foi na luta contra a marcha forçada dos PEC  [Planos de Estabilidade e Crescimento] pela mão do PS e depois do Pacto de Agressão, executado por PSD e CDS”.

Aquele dirigente do PCP lamentou, a propósito, “um longo período de políticas de agravamento da exploração, de empobrecimento e ruína do País que avolumaram os graves problemas de anos  e  anos de política de direita de sucessivos governos do PS, PSD e CDS e que são testemunho do fracasso e da impossibilidade de, com tal política, dar solução aos problemas nacionais”.

Pode ser uma imagem de 3 pessoas, pessoas em pé, ao ar livre e texto que diz "CENTENARIO TA/ORTUGUES Geral de Depusito Liberdade Democracia Socialismo futuro m Partido ECISÃ CONFIE CAIXA. แAT"

“O balanço é conhecido e pesado”, observou Celso Costa, apontando para “profundos défices estruturais que se foram acumulando, onde pesa um volumoso défice produtivo; Insuficiente crescimento económico; Uma elevada Dívida Externa e um serviço da dívida pública que exaura o País; Uma degradada situação social com largas camadas de trabalhadores empobrecidos, com a imposição e subsistência de um modelo de baixos salários, reformas e pensões, por uma crescente precarização das relações laborais e pela manutenção de elevados níveis de desemprego. Persistência de profundos desequilíbrios territoriais e graves problemas ambientais” . Isto, para além de “uma preocupante fragilização dos serviços públicos”, acrescentou aquele dirigente comunista.

“A grave situação que o País enfrenta não se ultrapassa com o governo do PS amarrado às opções nucleares da política de direita, inviabilizando as respostas necessárias à solução dos problemas nacionais”

Ao incidir a intervenção sobre a atualidade e a Covid-19, Celso Costa reforçou alertas do PCP:  “Muitos destes problemas estão hoje agravados pela epidemia e pelo aproveitamento que o grande capital dela faz, para servir os seus interesses imediatos de acumulação e maximização do lucro, aprofundando a exploração e as desigualdades com o aumento do desemprego, os cortes de salários, mas também com os encerramentos compulsivos de atividades, ampliando problemas sociais que atingem, em particular os trabalhadores, as crianças, a juventude e as mais diversas camadas da população”.

E num recado ao executivo de António Costa, frisou: “A grave situação que o País enfrenta não se ultrapassa com o governo do PS amarrado às opções nucleares da política de direita, inviabilizando as respostas necessárias à solução dos problemas nacionais. Nem com o PSD, CDS e seus sucedâneos do Chega e Iniciativa Liberal apostados no relançamento do seu retrógrado e antidemocrático projecto de destruição das conquistas que permanecem de Abril e de subversão da Constituição, para impor um brutal retrocesso na vida dos portugueses”.

“Não   somos  força  de   apoio   ao    PS (…)  Somos  a força  da  alternativa  patriótica  e  de  esquerda”

Na celebração dos 100 anos do partido e projetando a sua ação para o futuro, o PCP, na voz de Celso Costa, voltou a insistir: “Não somos força de apoio ao PS, nem instrumento de favorecimento dos projectos reaccionários do PSD e CDS e seus sucedâneos. Somos a força da alternativa patriótica e de esquerda e que está na luta pela sua concretização! Alternativa cuja concretização é a questão central, é a grande batalha do tempo presente!” 

Nesse sentido, o PCP considera ser a  “força que sabe que a solução dos problemas nacionais não surgirá do exterior, nem será oferecida e conduzida por terceiros, acenando com a cenoura dos milhões!” E adiantou: “Não virá de uma União Europeia neoliberal, militarista e federalista ao serviço dos interesses monopolistas e transnacionais.  Não virá, com os proclamados Planos de Recuperação e Resiliência de hoje, em grande medida ditados e formatados por objectivos impostos a partir do exterior, secundarizando a solução dos verdadeiros problemas nacionais”.

“Portugal  não   está   condenado   ao   atraso   e   à   dependência !”

Num discurso com voz firme, captando a atenção dos presentes nesta sessão, Celso Costa apontou o caminho do partido: “Estamos aqui e em todo o País neste dia de particular significado a reafirmar que o PCP tem respostas e soluções para dar resposta plena aos direitos e aspirações dos trabalhadores e do povo português e afirmando a imperativa necessidade da concretização de uma política patriótica e de esquerda, o que exige um governo capaz de a pôr em prática! Uma alternativa que reclama na sua concretização uma ampla frente social e de massas convicta de que é possível derrotar a política de direita. Reclama a convergência dos democratas e patriotas, de todos os que não se conformam com um País reduzido a uma simples região da União Europeia, cada vez mais dependente, e periférico. Reclama a intensificação e alargamento da luta, de todas as lutas, pequenas e grandes, da classe operária, dos trabalhadores, o reforço das suas organizações e unidade, em redor da sua grande central, a CGTP-IN  [Intersindical], bem como de todas as camadas antimonopolistas, a questão decisiva para apressar o momento da sua concretização!”

“Assinalamos 100 anos de vida e de luta do nosso Partido e aqui estamos  determinados e a afirmar que o  Partido Comunista Português é portador de um projecto de futuro. Um projecto alternativo, assegurando que Portugal não está condenado ao atraso e à dependência!” – vincou aquele elemento do Comité Central. “Um projecto, consubstanciado no seu Programa, visando a realização de uma Democracia Avançada, vinculada aos valores de Abril, visando responder às necessidades concretas da sociedade portuguesa para a actual etapa histórica. Programa para orientar e dar a resposta aos exigentes problemas de hoje e que aponta os caminhos do desenvolvimento futuro do País que queremos soberano e para servir os interesses do povo e do País”, adiantou.  

“Pôr Portugal a produzir, com mais agricultura, mais pescas, mais indústria, a criar mais riqueza e a distribuí-la melhor, apoiando as micro, pequenas e médias empresas”

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Depois, Celso Costa traçou as linhas gerais do PCP, as quais passam por “uma Democracia Avançada, que nas suas quatro vertentes – política, económica, social e cultural – é parte integrante da luta pelo socialismo e a sua realização é igualmente indissociável da materialização de uma política patriótica e de esquerda pela qual lutamos nestes dias de hoje para  assegurar a viragem em direcção a um futuro de progresso para o nosso povo”. “Uma política patriótica e de esquerda para libertar o País da submissão aos interesses do grande capital, ao Euro e às imposições e constrangimentos da União Europeia; Uma política patriótica e de esquerda para recuperação para o País do que é do País – os seus recursos, os seus sectores estratégicos, o seu direito inalienável ao desenvolvimento e à criação de emprego – que assegure o direito à saúde, à educação, à cultura, à habitação, à protecção social, aos transportes”, destacou.

O documento lido por aquele representante do PCP defendeu, igualmente, “uma política patriótica e de esquerda que passa, necessariamente, por pôr Portugal a produzir, com mais agricultura, mais pescas, mais indústria, a criar mais riqueza e a distribuí-la melhor, apoiando as micro, pequenas e médias empresas; Uma política patriótica e de esquerda de valorização do trabalho e dos trabalhadores, dos seus salários e dos seus direitos individuais e colectivos, dos reformados e pensionistas, de garantia dos necessários apoios sociais”.

“Mudou    muito   e   muita   coisa,   mas   não   mudou   a   natureza    exploradora,   opressora,   predadora   e   agressiva   do   sistema   capitalista”

Em jeito de reflexão, lembrou que se verificaram “profundas transformações” no mundo nestes 100 anos. “Mudou muito e muita coisa, mas não mudou a natureza exploradora, opressora, predadora  e agressiva do sistema capitalista. Vemos isso quando olhamos para a realidade do capitalismo no mundo com o seu rol de desemprego, precariedade e pobreza, destruição económica e retrocesso social, ataque aos direitos sociais e laborais e o dramático rasto de morte e destruição em países inteiros em resultado da sua acção predadora, porque a guerra surge cada vez mais como a resposta à crise em que mergulhou”, considerou Celso Costa. 

Já perto do final da sua intervenção, o representante do Comité Central deixou outros recados:  “Sim, lutamos pelo socialismo e ele é indissociável da luta pela democracia! O socialismo precisa da democracia, da participação consciente dos trabalhadores e do povo para se afirmar, desenvolver e consolidar como forma de organização superior da vida de um povo que é. Sim, lutamos pelo socialismo, onde cabem também as múltiplas causas que dão sentido aos combates de hoje pela construção de um mundo melhor e mais justo no caminho desse objectivo maior. Causas que são parte da identidade do PCP e razão de ser e de estar dos comunistas portugueses. As causas que resultam da defesa dos valores básicos elementares como a igualdade de direitos, a generosidade, a fraternidade, a justiça social e solidariedade humana, obrigam-nos a permanecer sempre atentos a todas as grandes desigualdades, injustiças e discriminações sociais e lutar e organizar a luta para lhes pôr termo”.

Num  recado  interno,  o  Comité   Central      quer    um   PCP   “que   seja   mais   forte,   com    a    participação  de   mais    membros   do   Partido    no   trabalho   regular,   com  mais   recrutamentos,  com   mais   e   melhor   organização  e   intervenção   junto  da   classe   operária   e   dos   trabalhadores    e   das   outras   camadas   da  população”

Um século depois da sua fundação, o PCP “segue determinado na afirmação da sua identidade comunista!” – garantiu Celso Costa.  E também num recado interno para as bases: “Um Partido que queremos e precisamos que seja mais forte, com a participação de mais membros do Partido no trabalho regular, com mais recrutamentos, com mais e melhor organização e intervenção junto da classe operária e dos trabalhadores e das outras camadas da população”.

“Valeu e vale a pena olhar para o futuro com confiança, determinação e esperança, porque perseguimos o ideal mais nobre da emancipação e libertação da exploração do homem pelo homem, porque queremos uma vida melhor para quem trabalha, porque queremos um Portugal desenvolvido, de progresso, independente, onde seja o povo a decidir”, afirmou Celso Costa, frisando ser o partido da juventude, “porque desde sempre teve uma profunda identificação com os sonhos e aspirações juvenis, inseparáveis do seu ideal de liberdade, justiça, paz, solidariedade e fraternidade”. “Partido da juventude porque contou sempre com o valoroso trabalho das Organizações dos jovens comunistas, cuja legítima herdeira é a Juventude Comunista Portuguesa que daqui saudamos!”, adiantou.

Depois, numa fase da intervenção que arrancou palmas na assistência, Celso Costa saudou“as mulheres portuguesas, lembrando o Dia Internacional da Mulher, que agora se comemora”. E como tal, declarou-lhes o apoio do partido “às suas iniciativas, acção e luta de combate às desigualdades, à defesa da sua dignidade e das suas causas civilizacionais”. 

“A vida nestes 100 anos prova que o PCP é necessário, indispensável e insubstituível aos trabalhadores, ao povo e ao País. Com a experiência e o valor do seu passado e da sua vigorosa acção presente, o PCP é também o grande partido do futuro.  A luta continua e continuará, com a certeza de que “O Futuro tem Partido” – o Partido Comunista Português”, concluiu aquele dirigente do Comité Central. Eram 15h20 e em seguida, entre vivas ao PCP, ouviram-se o hino do partido, o hino da Internacional  Socialista e o Hino Nacional.

Como   o  PCP   comemorou   o   seu   centenário   no   Algarve

Nas comemorações  dos  100 anos  do  PCP, no Algarve, Vila Real de Santo António juntou Tavira, Alcoutim e Castro Marim. Já Olhão, devido à sua dimensão geográfica, contou com uma iniciativa só nesta cidade, enquanto que Faro reuniu São Brás de Alportel e Loulé. Por sua vez,  Silves

 juntou Albufeira,  Portimão uniu   as organizações de Monchique e Lagoa, e, como já referimos, Lagos foi palco de uma sessão, com as organizações de Vila do Bispo e Aljezur.

“As  eleições   autárquicas   preparam-se   ao   longo   dos    quatro   anos”, diz Celso  Costa, numa altura em que, na região algarvia, a CDU tem a presidência da Câmara Municipal de Silves

“As eleições autárquicas preparam-se ao longo dos quatro anos. É claro que agora estamos numa fase mais  acelerada já destas próximas eleições, com discussões, auscultações, o presta-contas das nossas participações autárquicas às populações. Estamos a preparar estas eleições autárquicas”, afirmou ao Litoralgarve o membro do Comité Central do PCP Celso Costa. No Algarve, a Coligação Democrática Unitária (CDU), que integra o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista «Os Verdes», tem a presidência da Câmara Municipal de Silves, com Rosa Palma.

 José Manuel Oliveira

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