Guarda-noturno e advogado estagiário Carlos Tendeiro poderá ser o candidato do Chega à presidência da Câmara Municipal de Lagos

Guarda-noturno e advogado estagiário  Carlos  Tendeiro  poderá   ser  o   candidato   do   Chega  à  presidência   da   Câmara   Municipal   de  Lagos

Partido  quer  decidir  a  escolha  do  candidato   até  final desta  semana, numa altura em que vários nomes têm sido lançados.

Carlos Tendeiro, guarda-noturno e advogado estagiário, poderá vir a ser o nome indicado para encabeçar a lista do Chega à Câmara Municipal de Lagos, com vista às próximas eleições autárquicas, que deverão ter lugar no mês de Outubro de 2021, apurou o Litoralgarve. Isto, numa altura em que o partido aponta até final desta semana o prazo para a escolha do candidato à presidência daquele órgão concelhio. Contactado pelo nosso Jornal, Carlos Tendeiro, que seria uma solução de recurso, limitou-se a dizer que “não excluiria essa hipótese”. Este militante do Chega, residente em Lagos, é o presidente da Assembleia Distrital do partido, no Algarve.

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Arlindo   Fernandes   afasta  o cenário de candidatura  devido à  “amizade” para  com  o  atual  presidente  da  autarquia  lacobrigense,  Hugo  Pereira  

A escolha do candidato à presidência da Câmara Municipal de Lagos tem-se revelado um processo complicado para o Chega. O empresário Arlindo Fernandes, ex-dirigente do CDS, foi um dos primeiros nomes lançados para cima da mesa, mas o próprio, questionado pelo Litoralgarve, recusa esse cenário, devido, como reconhece, à “amizade” que mantém, há muitos anos, com o atual presidente da Câmara Municipal de Lagos, o socialista Hugo Pereira.

Na passada quinta-feira, dia 4 de Março de 2021, em Vale d’ Oliveiras, Carvoeiro, no concelho de Lagoa, após um encontro do presidente do Chega, André Ventura, com militantes algarvios, no âmbito da campanha eleitoral para a liderança nacional do partido, Arlindo Fernandes voltou a excluir, uma vez mais, ao Litoralgarve, a hipótese de encabeçar a lista ao executivo camarário lacobrigense. “Em princípio não serei candidato”, limitou-se a responder.

Outro nome que também foi colocado sobre a mesa, segundo apurou o Litoralgarve, é o do empresário João Barroso, igualmente ex-militante do CDS. Contudo, de acordo com informações entretanto recolhidas, não reunirá consenso no Chega. António Santos, guia turístico, foi igualmente sondado, como o próprio admitiu ao nosso Jornal, numa perspetiva de poder vir a integrar a equipa candidata à Câmara Municipal de Lagos. Mas até agora nada, tudo não passará de cenários.

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Pedro   Cruz,  ex-presidente da Junta  de  Freguesia  de São  Sebastião  de  Lagos, é encarado, nesta cidade, como a “pessoa ideal” para encabeçar a lista do Chega à presidência da Câmara

Já o ex-presidente da então Junta de Freguesia de São Sebastião, do concelho de Lagos, Joaquim Pedro Cruz, durante três mandatos consecutivos e na altura militante do PS, chegou a ser apontado como a “pessoa ideal” para encabeçar a lista do Chega à presidência da Câmara Municipal, pois muita gente não esquece o trabalho por ele desenvolvido a nível social.

Contudo, Pedro Cruz, dirigente da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Lagos, nem quer ouvir de falar de política, depois de ter sido candidato pelo Movimento de Cidadãos Independentes ‘Lagos Com Futuro’ à Junta de Freguesia de São Gonçalo de Lagos (que, entretanto, uniu as freguesias de São Sebastião e de Santa Maria). “Na política não me meto. Quero descansar”, garantiu, ao Litoralgarve, Pedro Cruz, que até não escondeu surpresa pelo interesse manifestado no seu nome para ser candidato do partido liderado por André Ventura.

Numa altura em que continuam a ser equacionados vários nomes para encabeçar a lista do Chega à Câmara Municipal de Lagos, há quem admita que até poderá surgir “uma surpresa com impacto” na cidade, de forma a atrair o eleitorado, num desejo de mudança. Isto, depois de, no dia 24 de Janeiro de 2021, André Ventura ter ficado em segundo lugar no concelho de Lagos, com 1.304 votos, nas eleições para a Presidência da República, correspondente a 13,32 por cento, a seguir a Marcelo Rebelo de Sousa (4.038 votos) e à frente da socialista Ana Gomes, que obteve o terceiro lugar, ao arrecadar  1.253 votos.

José Manuel Oliveira

Paulo Silva

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