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Em circunstâncias normais estaríamos, este fim-de-semana prolongado, envolvidos na preparação ou a participar em festividades e tradições pascoais, de caráter religioso ou pagão, a preparar uma reunião ou refeição familiar, a conhecer outros locais ou a trabalhar para receber devidamente, como bem sabemos fazer, os muitos turistas, nacionais e estrangeiros, que habitualmente nos visitam por esta época.

Nas circunstâncias atuais, muito pouco nos é permitido. Mas, como em todas as situações negativas, podemos olhar para o copo meio vazio ou para o copo meio cheio. A quantidade será sempre a mesma, a nossa perspetiva é que não.

Olhemos então para algumas realidades e práticas que podemos valorizar e desfrutar nesta Páscoa ainda vivida e marcada pela pandemia, a começar pela saúde, esse bem tão precioso e ultimamente tão ameaçado. Lagos tem, neste momento, uma situação epidemiológica muito favorável quando comparada com outros períodos e geografias, o que, se por um lado, nos inspira segurança e tranquilidade, por outro, recomenda cautela e precaução, de modo a garantirmos as condições que nos permitam avançar no processo de desconfinamento recentemente iniciado e, num horizonte próximo, retomar a principal atividade económica do nosso concelho: o Turismo.

Não teremos a habitual Feira do Folar, que constitui um pretexto convincente para visitar a tão característica aldeia de Barão de São João, mas encontramos bons folares nos mercados municipais e outros estabelecimentos, prova de que as tradições, designadamente gastronómicas, resistem às adversidades.

Também não teremos, como gostaríamos, a possibilidade de proporcionar a participação presencial em eventos culturais, recreativos e desportivos que habitualmente pontuam o calendário desta época, mas vamos conseguir ter em palco e promover, através dos meios digitais, os talentos artísticos lacobrigenses.

Muitos nossos concidadãos vivem, por estes tempos, momentos angustiantes, cheios de incerteza sobre o que o futuro lhes reserva, sem saber quando conseguirão retomar as suas atividades, os seus trabalhos, os seus rendimentos, os seus projetos de vida familiar e profissional.

Outros, como os profissionais de saúde, as forças de segurança, os trabalhadores dos serviços e bens essenciais, a comunidade escolar e tantos mais, trabalham arduamente para garantir que esses melhores tempos virão e que, até lá, tudo o que está ao alcance é feito para mitigar o impacto da pandemia. Outros, ainda, perderam infelizmente esta batalha e pereceram vítimas da COVID-19, merecendo o nosso respeito e saudade, bem como uma palavra de conforto para as respetivas famílias.

O meu pensamento está com todos vós, a quem dirijo esta mensagem de reconhecimento, agradecimento, solidariedade e esperança, desejando, apesar de tudo, uma Páscoa Feliz.

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