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PRESIDENTE DA ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALGARVE, PAULO MORGADO, AO LITORALGARVE: “A JUNÇÃO DA GRIPE E DA COVID-19, NO INVERNO, É UM ‘COCKTAIL’ QUE PODE PROVOCAR A SOBRECARGA DOS SERVIÇOS HOSPITALARES”

Por isso, a aposta passa pela prevenção, com um maior número de vacinas para a gripe. “Vamos vacinar mais do que vacinámos no ano passado”, garante o principal responsável da saúde no Algarve.

O presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Paulo Morgado, em declarações ao Litoralgarve, avisa que “a junção da gripe e da Covid-19, no Inverno, é um cocktail que pode provocar a sobrecarga dos serviços” hospitalares. Por isso, aposta em mais vacinas para a gripe, abrangendo um maior número de pessoas, como forma de prevenção.

“O Inverno preocupa-me porque gripes vamos ter inevitavelmente. Temos todos os anos e neste ano não será exceção. Portugal e todos os outros países. Agora, se vamos ter uma gripe muita intensa, ou não, não sabemos. O que sabemos é que  nos estamos a preparar, porque vamos vacinar mais do que vacinámos no ano passado. Queremos fazer uma melhor prevenção. Por isso, adquirimos mais vacinas, o Algarve e as outras regiões, e estamos a preparar-nos nesse aspeto porque a junção das duas coisas – gripe e Covid – é um ‘cocktail’… O que pode acontecer? Pode acontecer uma sobrecarga dos serviços. Mas cá estaremos para lidar com isso, como sempre lidámos. É uma questão de nós prevermos aquilo que é o futuro e nos prepararmos”, sublinhou o médico e presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve.

“O  INVERNO  É  SEMPRE  MAIS  PREOCUPANTE  PORQUE  OS  CASOS  QUE  APARECEM  NESSA  ALTURA  SÃO  SEMPRE  MAIS  GRAVES”

Paulo Morgado lembrou, a propósito, que “o Inverno é sempre mais preocupante, porque os casos que aparecem nessa altura são sempre mais graves.” “São os agravamentos das descompensações dos doentes mais idosos, das doenças crónicas”, exemplificou. “E essa situação, digamos, a ocorrer ao mesmo tempo que ocorre uma eventual onda, uma segunda vaga, ou uma terceira, ou o que quisermos chamar, de Covid, pode significar uma maior sobrecarga dos nossos serviços nesta região e em todas as regiões. Aí, estamos todos nas mesmas condições, quer seja o Algarve, o Alentejo, quer seja Lisboa, o Centro, o Norte”, reforçou, em tom de alerta aos tempos que se aproximam.

“Qualquer país está nessa situação porque a patologia do Inverno, que sobrecarrega os hospitais, os serviços de urgência, é geralmente mais grave do que a patologia de Verão, período em que muitas vezes tem a ver com traumatismos, ou com acidentes de viação”, observou Paulo Morgado.

“A  SOBRECARGA  DOS  NOSSOS  SERVIÇOS  DE URGÊNCIA  SERÁ  COM  CERTEZA, NESTA  ÉPOCA  DE   VERÃO,  MUITO   INFERIOR  ÀQUELA  QUE  TEM  SIDO  NOUTROS  ANOS”

Por outro lado, o presidente do Conselho Diretivo da ARS Algarve espera um “Verão diferente em termos de saúde” nesta região do Sul do país, devido à prevista menor afluência de turistas durante os meses de Julho e de Agosto. “Neste Verão, iremos ter menos pessoas por força das circunstâncias, pelo que é expectável que também esse tipo de doentes seja muito inferior àquilo que tem sido noutros verões.” “A sobrecarga nos nossos serviços de urgência será com certeza, nesta época de Verão, muito inferior àquela que tem sido noutros anos”, perspetivou Paulo Morgado, acrescentando, em tom elogioso, que no Algarve “contamos sobretudo com a prata da casa, ou seja, com os nossos profissionais” de saúde.

LINHA  DE  APOIO  À SAÚDE  MENTAL  NO  ALGARVE  JÁ ATENDEU  117  PESSOAS  AFETADAS  PELA  COVID-19

Em cada um dos Agrupamentos de Centros de Saúde do Algarve, foi criado um Gabinete de Saúde Mental, com uma linha de apoio e cinco profissionais, tendo sido já atendidas, no total, 117 pessoas  afetadas pela Covid-19.  “O nosso objetivo é prestar apoio psicológico às pessoas direta ou indiretamente afetadas pela pandemia, numa ação em que está garantida total confidencialidade”, frisou Paulo Morgado.

Autor: José Manuel Oliveira

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