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Mergulhadores dos Bombeiros Voluntários de Portimão encontram entre rochas a nascente da barra de Alvor o corpo do jovem desaparecido no mar há quatro dias após tentar salvar um banhista idoso

Estava “submerso entre duas rochas de profundidade” no molhe nascente da barra de Alvor e a “cerca de quatro quilómetros” da praia da Prainha, de onde José Moniz foi arrastado, na terça-feira de manhã, dia 26 de Maio, pela ondulação, contou ao ‘Litorlgarve’ o comandante do Porto de Portimão, Rodrigo Paços. Família do jovem angolano vai receber apoio psicológico da Polícia Marítima.

Ao quarto dia de buscas, foi encontrado “submerso entre duas rochas de profundidade no molhe nascente da barra de Alvor, cerca das 8.30 horas” desta sexta-feira, dia 29 de Maio, “por mergulhadores dos Bombeiros Voluntários de Portimão”, como referiu ao ‘Litoralgarve’ o comandante do Porto de Portimão, Rodrigo Paços, o corpo do jovem José Moniz, de 25 anos e nacionalidade angolana, que na passada terça-feira acabou por ser arrastado pela ondulação marítima na praia da Prainha, ao tentar salvar um banhista de 65 anos, que veio a falecer já no areal.

Área já tinha sido passada a pente fino nas buscas

O cadáver foi localizado na sequência de mais uma ação dos Bombeiros Voluntários de Portimão, com “três mergulhadores, em zona de rochas no molhe nascente da barra de Alvor e a cerca de quatro quilómetros” da praia da Prainha, de onde José Moniz desapareceu há quatro dias, especificou ao ‘Litoralgarve’ o comandante Rodrigo Paços, sublinhando que aquela área “já tinha sido estabelecida logo no primeiro dia de buscas.” E ao ser “alargada a zona definida” pela Autoridade Marítima para as operações, o local onde o corpo do jovem acabou por ser encontrado nesta sexta-feira, “foi inspecionado” precisamente  durante o dia de ontem, quinta-feira, frisou o comandante do Porto de Portimão.

Psicólogos da Polícia Marítima do Comando Regional do Norte vão prestar apoio ao irmão e à mãe residentes na Figueira da Foz

O corpo de José Moniz foi transportado para o Gabinete de Medicina Legal do Hospital de Portimão, onde será autopsiado. Ao mesmo tempo, foram acionados psicólogos da Polícia Marítima do Comando Regional do Norte, para “prestar apoio psicológico à família, irmão a mãe, especialmente, residentes na Figueira da Foz”, acrescentou o comandante Rodrigo Paços. Recorde-se que José Moniz, de 25 anos, estava no Algarve há duas semanas com a namorada à procura de emprego. Na terça-feira de manhã, dia 27 de Maio, o casal encontrava-se na  praia da Prainha, zona de Alvor, quando viram um banhista em dificuldades, com um braço levantado em sinal de pedido de socorro. Apesar da sua inexperiência em nadar, como nos contaram, e mesmo contra o apelo da sua namorada, que o tentou dissuadir, o jovem lançou-se à água para tentar salvar o homem. Em vão. António Duarte, de 65 anos, aposentado da Câmara Municipal de Portimão, acabou por morrer já no areal, após paragem cardiorespiratória e apesar das tentativas de reanimação da equipas médicas entratanto destacadas para o local. José Moniz desapareceu no mar, entre forte ondulação, com ondas de cerca de dois metros altura e vento sueste. Nesta sexta-feira, e após quatro dias de intensas buscas, as quais inicialmente chegaram a envolver um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, e agora, nesta fase, vinte operacionais por terra e mar, três embarcações e um drone, o corpo foi finalmente encontrado, submerso e entre rochas, a nascente da barra de Alvor e a quatro quilómetros de onde José Moniz tinha desaparecido.

Autor: José Manuel Oliveira

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