Politica

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2019

Como  votou  o  eleitorado  algarvio no dia 06 de Outubro

Abstenção de 54,17 por cento foi superior a 2015 e ultrapassou a média do país

Nas eleições legislativas realizadas a 06 de Outubro de 2019, no total das 67 freguesias dos 16 concelhos do distrito de Faro foram às urnas 172.697 votantes dos 376.800 inscritos. Ou seja, a abstenção atingiu 54,17 por cento (48,62 por cento em 2015), tendo sido bastante superior à média nacional, a qual se situou em 45,50 por cento. Enquanto isso, registaram-se 4.903 votos brancos (2,84 por cento da votação total) e 3.064 nulos (1,77 por cento).

No Círculo Eleitoral de Faro concorreram 19 partidos e uma coligação – a CDU, formada pelo PCP e pelo PEV. Os partidos CHEGA, RIR, Aliança e Iniciativa Liberal foram as novidades, tendo desta vez o PPD/PSD e o CDS-PP surgido separados.

PS com mais votos em Albufeira e Silves, territórios ‘laranja’ e comunista, respetivamente, e menos no concelho de Portimão, seu velho bastião

 O PS, com mais 1.047 votos em relação às eleições legislativas de 2015, conseguiu eleger cinco deputados – Jamila Madeira, José Apolinário, Jorge Botelho, Joaquina Matos e Luís Graça –  (mais um deputado do que há quatro anos), vencendo em todos os concelhos. Alcoutim, pequeno território socialista, foi onde obteve mais votação (48,03 por cento), seguido de Castro Marim (43,15 por cento), pertencente aos sociais-democratas. Na mesma linha estiveram Vila Real de Santo António (40,09 por cento), igualmente município ‘laranja’, e no canto oposto do Algarve,Vila do Bispo (40,07 por cento), de maioria PS.

Albufeira (33,63 por cento) e Silves (34,11 por cento), terrenos do PSD e da CDU, respetivamente, enquanto Portimão (34,62 por cento), tradicional bastião ‘rosa’, e Faro (35,53 por cento), concelho ‘laranja’, foram os locais onde o PS registou menos votação.

PSD melhor nos concelhos socialistas de Alcoutim e Loulé e mais fraco em ‘casa’ – Vila Real de Santo António

Já o PSD chegou a três deputados – Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos –  alcançando a melhor votação em Alcoutim (27,96 cento) e Loulé (27,11 por cento), curiosamente dois terrenos socialistas, ao passo que foi em Aljezur (15,06 por cento) e em Vila Real de Santo António (16,72 por cento), o primeiro de presidência socialista e o segundo, social-democrata, onde teve resultados mais baixos.

Bloco de Esquerda perde 5.667 votos, mas mantém deputado

O Bloco de Esquerda, com um total de 21.255 votos (12,31 por cento) nos 16 concelhos algarvios, manteve um deputado – João Vasconcelos – consolidando a sua posição como terceira força política. Apesar disso, perdeu 5.667 votos em relação às eleições legislativas de 2015. Conseguiu os melhores resultados em Portimão (14,67 por cento), município desde sempre liderado pelo PS e de onde, curiosamente, é natural e reside o deputado bloquista João Vasconcelos; e em Olhão (14,03 por cento), outro terreno ‘rosa’. Já os concelhos com votação mais fraca para o Bloco de Esquerda foram Alcoutim (5,65 por cento) e Loulé (9,53 por cento), onde, recorde-se, mandam os socialistas.

CDU e CDS-PP ficaram sem deputados no Algarve

Por outro lado, a CDU perdeu, nestas eleições de 06/10/2019, o seu único deputado no Algarve, ao conseguir apenas 12.180 votos,  depois de ter alcançado 16.539, em 2015. Foram, assim, menos 4.359 votos. Também sem representação parlamentar pelo círculo eleitoral de Faro ficou o CDS-PP, que, desta vez ao concorrer sozinho, obteve apenas 6.572 votos.

PAN ultrapassa o dobro da votação no Algarvemas continua fora do parlamento

Também o PAN, embora seja a quinta força política no Algarve, tendo conquistado 8.238 votos (em 2015 alcançou 3.783 votos), ao passar de 1,99 por cento para 4,77 por cento, continua, igualmente, sem qualquer deputado na Assembleia da República, em representação do círculo eleitoral de Faro. 

Foi esta a ordem do boletim de voto no Círculo Eleitoral de Faro e  a respetiva votação:

– 1º. – Partido Socialista (PS)

           63.480 votos – 36,76 por cento

Foram eleitos CINCO deputados – JAMILA MADEIRA, JOSÉ APOLINÁRIO, JORGE BOTELHO, JOAQUINA MATOS E LUÍS GRAÇA.

  – 2º. – CDS – Partido Popular (CDS-PP)

                       6.578 votos – 3,81 por cento

– 3º. – Nós, Cidadãos! (NC)

          735 votos – 0,43 por cento          

– 4º. – Partido Democrático Republicano (PDR)

          358 votos – 0,21 por cento

– 5º. – Partido Trabalhista Português (PTP)

          355 votos – 0,21 por cento

– 6º. – Iniciativa Liberal (IL)

          1.421 votos – 0,82 por cento

– 7º. – Partido Nacional Renovador (PNR)

          727 votos – 0,42 por cento

– 8º. – Partido Popular Monárquico (PPM)

          407 votos – 0,24 por cento

– 9º. – CHEGA (CH)

          3.689 votos – 2,14 por cento

– 10º. – Bloco de Esquerda (BE)

          21.255 votos – 12,31 por cento

          Foi eleito um deputado – João Vasconcelos 

– 11º. – CDU – Coligação Democrática Unitária (PCP-PEV)

           12.180 votos – 7,05 por cento

– 12º. – Pessoas-Animais-Natureza (PAN)

            8.238 votos – 4,77 por cento

– 13º. – Partido da Terra (MPT)

            739 votos – 0,43 por cento

– 14º. – Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP)

           498 votos – 0,29 por cento

– 15º. – Reagir Incluir Reciclar (RIR)

           1038 votos – 0,60 por cento

– 16º. – LIVRE (L)

           1.705 votos – 0,99 por cento

– 17º. – Partido Social Democrata (PPD/PSD)

            38.504 votos – 22,30 por cento

Foram eleitos três deputados – Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos

– 18º. – ALIANÇA (A)

           1.311 votos – 0,76 por cento

– 19º. – Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses

           (PCTP/MRPP)

           1.510 votos – 0,87 por cento

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