Entrevistas

“A TAXA TURÍSTICA PODE SER DEVASTADORA PARA A IMAGEM EXTERNA DO ALGARVE”

“É MAIS DO QUE ÓBVIO QUE AS RECEITAS VÃO SER MANIFESTAMENTE INFERIORES AOS 20 MILHÕES DE EUROS APREGOADOS»

 A TAXA TURÍSTICA DESTINA-SE A SATISFAZER OS DÉFICES E AS AMBIÇÕES DESPESISTAS DAS NOSSAS AUTARQUIAS»

“A SAZONALIDADE É E VAI CONTINUAR A SER A MAIOR FRAQUEZA DO TURISMO DO ALGARVE”

“O ALOJAMENTO LOCAL VEIO CRIAR CONDIÇÕES PARA ESBATER SITUAÇÕES DE CONCORRÊNCIA DESLEAL”

 Em entrevista ao «Litoralgarve», Elidérico Viegas, presidente da Direcção da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), acusa as autarquias de criarem “um imposto” com a recente aprovação da taxa turística de 1,5 euros, reconhece que a região está a perder competitivade face a outros países da Bacia do Mediterrâneo, onde a segurança voltou a imperar, e insiste em “meia dúzia de grandes eventos âncora” capazes de atrair fluxos turísticos importantes, nomeadamente nos períodos de menor procura. A Fórmula 1 poderia ser um exemplo.

 

LITORALGARVE – Que repercussões poderá ter para o sector hoteleiro a taxa turística de 1,5 euros por dormida, de Março a Outubro de cada ano, recentemente aprovada por maioria pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve? Irá contribuir, nomeadamente, para aumentar o preço do alojamento e afastar visitantes para outros destinos turísticos com preços mais reduzidos?

ELIDÉRICO VIEGAS – Uma medida deste género, tomada a contra-ciclo, pode ser devastadora para a imagem externa do Algarve. Contrariamente ao que é muitas vezes afirmado, esta taxa não é aplicada em nenhum destino turístico similar e concorrente do Algarve, sendo apenas aplicada em cidades-capitais ou de grande dimensão.

Como alguém referiu em tempos, a taxa turística é como as massagens – sabemos como começam mas não como acabam. Se dúvidas houvesse, basta atentar no que se verificou em Lisboa e no Porto sobre esta matéria, onde a taxa turística começou por ser de um euro por pessoa e em pouco mais de um ano já passou para o dobro.

No caso do Algarve, falava-se de 1 euro, agora já é 1,5 euros, e estamos apenas no princípio.

Não restam dúvidas que a introdução de uma taxa desta natureza vai contribuir, decisivamente, para acentuar a perda de competitividade turística da região face a outros destinos nossos concorrentes.

“A  TAXA  TURÍSTICA  VAI  PROVOCAR   CONCORRÊNCIA  DESLEAL  ENTRE  AUTARQUIAS”

LITORALGARVE – Os presidentes das câmaras favoráveis a esta nova medida, dizem que o Algarve irá arrecadar cerca de 20 milhões de euros por ano e necessitam desse dinheiro para investir em melhores condições com vista a receber os visitantes. Que tipo de obras e outros benefícios lhes sugere?

 ELIDÉRICO VIEGAS – É mais do que óbvio que as receitas vão ser manifestamente inferiores aos 20 milhões apregoados. Por um lado, o Algarve regista um número de dormidas longe desse valor e, por outro, a crer nas declarações de alguns responsáveis, a taxa só será aplicada durante a época turística (Março a Outubro) e a turistas com idades superiores a 13 anos. Acresce que o Algarve é um destino especialmente vocacionado para famílias, e como tal uma parte significatva dos nossos turistas são crianças que estarão isentas.

A taxa turística, apesar de aprovada pela AMAL, vai exigir que cada uma das câmaras municipais aprove, em Assembeia Municipal, o respectivo regulamento, o que vai provocar situações de concorrência desleal entre autarquias, já que, segundo tudo indica, a taxa não será uniforme em todas elas.

É nossa convicção que as verbas se destinam, essencialmente, para fazer face às despesas correntes das autarquias, o que configura, desde logo, um imposto e não uma taxa.

A taxa só seria válida, e já agora legal, se os turistas que nos visitam recebessem em troca do pagamento da mesma algo mais do que já teriam normalmente direito, caso não houvesse taxa.

Por tudo o que fica exposto, a taxa turística destina-se a satisfazer os défices e as ambições despesistas das nossas autarquias e não a compensar os turistas com quaisquer contrapartidas ou mais valias durante a sua visita e, muito menos, a promover a região além fronteiras.

“O ORÇAMENTO DO  ESTADO  PARA  2019  IGNORA  MAIS  UMA  VEZ   O  ALGARVE”

LITORALGARVE – De que forma o Orçamento do Estado para 2019 poderá beneficiar a actividade turística no Algarve? Como avalia o documento? O que teria aconselhado a AHETA se tivesse sido consultada?

ELIDÉRICO VIEGAS – A AHETA foi consultada, no âmbito da estrutura associativa da qual é vice-presidente, a CTP-Confederação do Turismo Português, membro do Conselho Económico e Social e, por conseguinte, parceiro estratégico.

Os Parceiros Sociais limitam-se, em boa verdade, a cumprir um papel de corpo presente, consubstanciado no facto de serem ouvidos mas influenciarem pouco ou nada as decisões gorvenamentais – o caso que envolve o salário mínimo nacional constitui um bom exemplo desta realidade.

Em resumo, o Orçamento do Estado para 2019 ignora e esquece mais uma vez o Algarve. Nada a que, aliás, não estejamos habituados.

O tratamento de desfavor dado ao Algarve em matéria de investimento público, quando comparado com outras regiões do País, é não só viral como endémica e ancestral.

Estão neste caso, entre outros aspectos, a construção de infraestruturas e equipamentos que ainda não temos: Novo Hospital Central; Espaço Multiusos/Centro de Congressos; Policlínica Desportiva para Atletas de Alta Competição; Ligação Ferroviária ao Aeroporto; Modernização da Linha de Caminho de Ferro e Material Circulante; Requalificação da EN 125 e construção das variantes em falta até Vila Real de Santo António; para citar apenas alguns exemplos.

“A  FALTA  DE  MÃO-DE-OBRA NO TURISMO GERA UM  AUMENTO  DE  CUSTOS  PARA  AS  EMPRESAS”

LITORALGARVE – Como decorreu a época alta turística de 2018 no Algarve?

ELIDÉRICO VIEGAS – O ano turístico decorreu dentro das expectativas. Ou seja, um ligeiro decréscimo nas taxas de ocupação, (-2%), embora o volume de negócios tenha continuado a subir (+3%), induzido pelo aumento dos preços em anos anteriores.

LITORALGARVE – Que efeitos teve a falta de mão-de-obra neste sector, que a AHETA estimava em 3.000 trabalhadores? E no futuro, como vai ser? Que tipo de pessoal falta e porquê? Para onde vão os jovens formados na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve?

ELIDÉRICO VIEGAS – A falta de mão-de-obra gera um aumento de custos para as empresas, na medida em que têm que suportar trabalho extra e trabalho temporário, cujas consequências mais directas são, precisamente, a diminuição da produtividade, já para não falar na qualidade dos serviços prestados.

A falta de mão-de-obra é transversal a todos os departamentos, mas mais acentuado ao nível das mulheres de limpeza, andares, empregados de mesa e cozinheiros.

Os jovens formados na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve seguem, normalmente, para outros patamares de ensino, depois de obtidas as respectivas equivalências. Outra das contradições do nosso turismo.

“HÁ  QUE  CAPTAR  NICHOS  COM  PODER  MAIS  ELEVADO  DE  COMPRA  NO  REINO  UNIDO, NA  ALEMANHA,  HOLANDA  E  IRLANDA”

LITORALGARVE – De que modo o Algarve terá de enfrentar a retoma de mercados concorrenciais como a Tunísia, Grécia, Turquia, o Egipto e Marrocos, situados na bacia do Mediterrâneo?

ELIDÉRICO VIEGAS – Afastada que está a questão preço, resta-nos competir pela melhoria gradual da qualidade da oferta e dos serviços prestados.

Não restam dúvidas que temos que apostar, cada vez mais, em segmentos com maior poder de compra, designadamente no chamado “Independent Traveller”, aproveitando a nosso favor a proximidade aérea do centro e norte da Europa (2,5 a 3 horas) e a existência de voos regulares “low cost” para Faro, o que nos diferencia e identifica comparativamente à concorrência mais directa.

LITORALGARVE – Com a saída de Inglaterra da União Europeia, o chamado ‘Brexit’, os britânicos começam mesmo a evitar o Algarve para férias, ou até viver, ou tudo não passa de ilusão?

ELIDÉRICO VIEGAS – É verdade que uma das consequências do brexit é a desvalorização da libra, cujos reflexos no poder de compra dos britânicos é avassalador, mas o desvio de turistas para outros destinos encontra também explicações em outros factores, como o regresso à normalidade dos países concorrentes afectados por situações graves de instabalidade e segurança no passado não muito longínquo.

Não se trata de evitar, nem de uma ilusão, trata-se de uma realidade a que devemos saber responder com medidas concretas que ajudem a esbater os seus efeitos negativos, quer a nível promocional, quer através do estabelecimento de parcerias com outros canais de comercialização e distribuição de férias.

LITORALGARVE – Que outros mercados poderão ultrapassar o problema?

ELIDÉRICO VIEGAS – O Algarve depende, historicamente, e vai continuar a depender, sobretudo, dos mesmos mercados emissores (Reino Unido, Alemanha, Holanda e Irlanda). A estratégia passa por captar nichos com poder de compra mais elevado nestes mesmo mercados.

Assim, e embora o peso relativo dos chamados mercados emergentes tenha vindo a ganhar força nos últimos anos, manda o bom senso e a técnica que continuemos a apostar nos mercados onde já temos notoriedade.

“FÓRMULA  1 NO  ALGARVE PARA ATRAIR FLUXOS TURÍSTICOS  NOS  MESES  DE  MENOR  PROCURA”

LITORALGARVE – O presidente da Região de Turismo do Algarve, João Fernandes, considera necessário um grande evento mundial. O que defende a AHETA nesse sentido? Uma corrida de Fórmula 1 no Autódromo Internacional do Algarve, no concelho de Portimão, como há anos se fala, poderá ser a solução?

ELIDÉRICO VIEGAS – Há muito que defendemos que o Algarve precisa de meia dúzia de grandes eventos âncora, capazes de gerar e atrair fluxos turísticos importantes, nomeadamente nos períodos de menor procura. Eventos que, pela sua natureza e dimensão, se afirmem progressivamente nos calendários europeus e mundiais das grandes realizações.

A Fórmula 1 é um bom exemplo, mas não creio que haja disponibilidades financeiras nem público em quantidade suficiente para viabilizar um evento dessa dimensão.

Para além deste, quer a nível desportivo quer cultural, as opções são inúmeras e variadas. Haja vontade, saber e algum dinheiro.

“O ALOJAMENTO   LOCAL  VEIO  CRIAR  CONDIÇÕES  PARA  ESBATER  O FLAGELO   DAS  CHAMADAS  CAMAS  PARALELAS  E  POR   ESSA  VIA  SITUAÇÕES  DE  CONCORRÊNCIA  DESLEAL”

LITORALGARVE – O que pensa do Alojamento Local e das novas regras?

ELIDÉRICO VIEGAS – As novas regras do Alojamento Local não são direccionadas nem afectam o turismo do Algarve, mas antes os centros urbanos de Lisboa e Porto.

O Algarve e o País são hoje, essencialmente, destinos de alojamento local. O número de camas de AL em Portugal e no Algarve já ultrapassa largamente as camas hoteleiras e turísticas oficiais.

Esta realidade só por si obriga os nossos responsáveis a reequacionar e a redireccionar as suas estratégias promocionais e turísticas.

No caso do Algarve, esta realidade existe, embora sob outras designaçoes, desde o advento do turismo contemporâneo em meados da década de sessenta do século passado.

O alojamento local veio criar condições para esbater o flagelo das chamadas camas paralelas e, por essa via, as situações de concorrência desleal existentes entre a oferta não registada e a oferta classificada oficialmente.

LITORALGARVE – Como perspectiva a época baixa do turismo no Algarve? Quantos hotéis vão encerrar? São mais ou menos do que na época anterior?

ELIDÉRICO VIEGAS – A sazonalidade é e vai continuar a ser a maior fraqueza do turismo do Algarve. Neste sentido, as médias de ocupação serão idênticas às registadas no ano anterior, sendo previsível uma ligeira descida, uma consequência directa do brexit e do aumento concorrencial de outros destinos.

O número de unidades encerradas também não vai sofrer grandes alterações, mantendo-se em cerca de 50 por cento do total, abrangendo, de uma maneira geral, todas as zonas geográficas do Algarve, com especial relevo para aquelas que concentram o maior número de unidades.

“FIM  DE  ANO  COM  ‘PONTE’  VAI  AUMENTAR  TURISMO  NACIONAL  NO  ALGARVE”

LITORALGARVE – E como antevê o Natal e a passagem-de-ano no Algarve?

ELIDÉRICO VIEGAS – Também aqui não são previsíveis alterações de monta. O Fim de Ano é, tradicionalmente, um periodo de grande procura interna, enquanto no período de Natal a procura é bastante reduzida.

O facto do final do ano proporcionar uma “ponte” e dos portugueses terem vindo a aumentar a procura para a região nos útlimos meses faz prever que poderemos ter um ligeiro aumento nas taxas de ocupação na passagem do ano face ao ano anterior.

LITORALGARVE – Que atracções / pacotes turísticos nos hotéis e aldeamentos turísticos têm para o ‘reveillon’?

ELIDÉRICO VIEGAS – A generalidade dos hotéis e empreendimentos turísticos oferece e organiza festas de reveillon. Mais do que tentar inovar, a tradição ainda é o que era nesta matéria.

As expectativas são, de facto, para um crescimento, embora ligeiro da procura, especialmente por parte dos nacionais. A chamada ponte vai influenciar o número de noites de estada e, por conseguinte, as receitas e as médias de ocupação do mês de Dezembro.

“O QUE SE PASSA COM A ESTRADA NACIONAL 125 DEVERIA ENVERGONHAR QUALQUER RESPONSÁVEL E GOVERNANTE QUE SE PREZE”

LITORALGARVE – Que lacunas, e onde, apresenta ainda a Estrada Nacional 125 no Algarve?

ELIDÉRICO VIEGAS – A actividade turística é o maior sector económico nacional e o Algarve a maior e mais importante região turística portuguesa. Ou seja, a maior Sala de Visitas do nosso País.

Neste contexto, o que se passa com a EN 125 deveria envergonhar qualquer responsável e governante que se preze. Está em causa a maior montra nacional do mais importante sector exportador da economia portuguesa.

Não é admissível que as obras de requalificação durem há mais de 10 anos e, mesmo assim, não haja qualquer calendário realista para a conclusão das obras que ainda faltam realizar entre Olhão e Vila Real de Stº António.

“AS  PORTAGENS  NA  VIA  DO  INFANTE  CONSTITUEM  UM  BOM  EXEMPLO  DA  INCAPACIDADE  E  TEIMOSIA  POLÍTICA,  FACE  AOS  ENORMES  PREJUÍZOS  CAUSADOS  À  ECONOMIA  NACIONAL  E REGIONAL.  .   DÁ  QUE  PENSAR.” 

LITORALGARVE – E de que forma a AHETA lutará para acabar com as portagens na A22/Via do Infante? Que repercussões terá para o Algarve o aumento das portagens nas auto-estradas de Portugal a partir de Janeiro de 2019?

ELIDÉRICO VIEGAS – A questão não reside nos aumentos, na medida em que estes são residuais, mas antes na própria legitimidade das portagens, designadamente na Via do Infante, tanto mais que a EN 125 nunca foi nem nunca será uma alternativa à A 22. Mais do que o interesse dos algarvios está em causa o interesse público nacional.

Precisamos de políticos esclarecidos e determinados, capazes de salvaguardar a coisa pública, posta ao serviço dos interesses gerais e colectivos, ao invés de persistir em políticas erradas e lesivas do bem comum.

As portagens na Via do Infante constituem um bom exemplo da incapacidade e teimosia política, face aos enormes prejuízos causados à economia nacional e regional. Dá que pensar.

“CRIAR CONDIÇÕES QUE PERMITAM AOS NOSSOS TRABALHADORES  MELHORAR  OS  SEUS   NÍVEIS  PRODUTIVOS   PARA  AS  EMPRESAS  MELHORAREM  OS  SEUS  SALÁRIOS.  UMA  COISA  DEVE  IR  DE  PAR COM  A  OUTRA.”

LITORALGARVE – Na sua recente eleição como presidente da Direcção da AHETA para o período de 2018/2021, apontou a criação de melhores condições para os trabalhadores hoteleiros. Em que aspecto? Vai aumentar os salários e oferecer outros benefícios?

ELIDÉRICO VIEGAS – Um dos grandes desafios do sector hoteleiro é a melhorar a produtividade dos nossos trabalhadores e, por essa via, a competitividade empresarial. Assim sendo, devem ser criadas condições que permitam aos nossos trabalhadores melhorar os seus níveis produtivos, enquanto primeira condição para as empresas melhorarem os seus salários. Uma coisa deve ir de par com a outra.

Falo concretamente de aspectos que envolvem a definição e implementação de acções de formação contínua nas empresas, alterações à legislação laboral, redução de impostos, etc. etc.

LITORALGARVE – “Consolidação da oferta turística no contexto nacional e internacional” é outra aposta da AHETA? De que forma pretende concretizar esse objectivo?

ELIDÉRICO VIEGAS – O Algarve é um destino turístico tradicional. Para continuar a ser competitivo no panorama nacional e internacional precisa consolidar a qualidade da sua oferta e os níveis de serviço praticados.

A AHETA vai continuar a desenvolver acções tendentes a fazer valer os pontos de vista dos seus associados junto das entidades públicas que superintendem nestas áreas, bem como junto dos governantes e todos aqueles que directa ou indirectamente se relacionam com esta actividade.

Por outro lado, é preciso garantir bons serviços de apoio, quer ao nível da chamada envolvente (higiene e limpeza de zonas públicas, serviços de água, luz, comunicações, espaços verdes, segurança, saúde, jardins, etc.), assim como vias rodoviárias de qualidade.

O Algarve carece de um programa de valorização e requalificação de zonas turísticas e urbanas saturadas, assim como construir os equipamentos e as infraestruturas de índole regional ainda em falta, conjugando tudo isso com uma boa estratégia de comunicação e promoção desenvolvida em parceria e colaboração com a iniciativa privada.

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